Força e sofisticação não faltam ao nome e ao apelido Luís Antônio Corrêa da Costa, o Müller. Destaque no futebol brasileiro e mundial nos anos 1980 por sua potência e, na década seguinte, pela classe em campo, o atacante herdou do irmão mais velho o apelido germânico. Já o sobrenome aristocrático, vem do pai, neto de um dos homens mais poderosos da história de Mato Grosso. Ainda nesse balaio de denominações sofisticadas, está Luís Antônio, o Toninho, um garoto simples e pobre de Campo Grande que nunca cobrou do futebol nada além de diversão.
Sucessivos acontecimentos, no entanto, revelam que Toninho estava fadado a ser um craque do futebol brasileiro, o Müller de três Copas do Mundo pelo Brasil. Fruto de um aprofundado trabalho jornalístico de Anderson Olivieri, “Predestinado: A vida do craque Müller” descreve as múltiplas facetas do personagem – sua nobreza de um Corrêa da Costa, sua infância pobre e brincalhona como Toninho e suas vitórias e derrotas como Müller.
Preparada ao longo de cinco anos, a inédita biografia do atacante Müller aparece celebrada por renomados jornalistas brasileiros. Para Mário Magalhães, biógrafo premiado, “Predestinado: A vida do craque Müller” constitui-se um dos melhores livros sobre futebol já escritos no Brasil. Juca Kfouri considera que Olivieri escreveu um livro de excelência, e Mauro Beting chama-o de “obra-prima”.
O reconhecimento desses especialistas em relação à qualidade do livro é a prova de que Anderson Olivieri não cedeu ao ímpeto de canonização do personagem, pautando-se por revelar um Müller de carne e osso, com contradições típicas do ser humano e marcado por glórias e fracassos, fortuna e escassez, alegrias e tristezas.