Sonhos e memórias

“Não há vida humana indevassável. Ninguém é imune à curiosidade do outro. Se não existem documentos sobre a sua jornada, ainda existe o sonho que estimula a decifração da existência, ou pelo menos a especulação de como foi essa vida que se apresenta obscura”.

“Apareceu-me no sonho desta noite quentíssima de Brasília um diplomata que tem a minha melhor estima. Não me recordo mais do sonho, só do personagem que o enfeitou. A humanidade é maldosa demais: lembro-me dele só porque ele aderiu à turma do outro lado do sexo e eu desconhecia completamente a novidade antiga até a semana passada, quando um amigo me contou a virada. Caí da cama”.